Tempo do Amor
Quero a casualidade de um amor verdadeiro
Que não seja de prender, mas de libertar
Que não seja de anoitecer, mas de clarear
Que não seja metade, mas sim inteiro
Que ele venha como o vento, leve e sorrateiro,
Sem que eu precise decorar o roteiro;
Que escolha, a cada aurora, sempre ficar,
Sem pensar em perder ou ganhar
Que veja em mim o homem e a cicatriz,
Sem exigir que eu esconda minha dor;
Pois quem ama faz o outro mais feliz,
Sem confundir liberdade com temor
Que, quando o tempo calar a nossa canção,
Ainda encontre beleza no que ficou;
Pois o amor não se mede pela paixão,
Mas pelo abraço que o tempo eternizou.


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