O Regresso
Retorna a mim com teu calor
Que hoje, já não mais me esquenta
Trazendo a lembrança do espinho da flor
Ou da água forte da tormenta
Teus olhos buscavam equilíbrio
Entenda, não posso me dar por quimera
Fique por aí com os seus delírios
Vendo no quintal cair a primavera
A minha juventude se esvaiu desmedida
Perdendo-se em mais pávido ensejo
Não tenho mais sinal da minha velha vida
Para me permitir provar antigos desejos
Outrora, aceitei devaneio e desatino
Hoje, me apego a uma chama que perdura
Percebo que o que se viveu não foi destino
Apenas afeto conservado, sem usura


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