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O Regresso

5 de ago.
1 min de leitura

Retorna a mim com teu calor

Que hoje, já não mais me esquenta

Trazendo a lembrança do espinho da flor

Ou da água forte da tormenta


Teus olhos buscavam equilíbrio

Entenda, não posso me dar por quimera

Fique por aí com os seus delírios

Vendo no quintal cair a primavera


A minha juventude se esvaiu desmedida

Perdendo-se em mais pávido ensejo

Não tenho mais sinal da minha velha vida

Para me permitir provar antigos desejos


Outrora, aceitei devaneio e desatino

Hoje, me apego a uma chama que perdura

Percebo que o que se viveu não foi destino

Apenas afeto conservado, sem usura

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